• Andrey Sommavilla

Tratamento osteopático para Zumbidos

Atualizado: Jan 16





Excesso de cera, infecções e lesões do ouvido são causas possíveis de zumbido. Muitos outros fatores que aparentemente não têm nada a ver com o sistema auditivo podem dar origem a esse sintoma.Desvios de coluna, alterações musculares, disfunções articulares, alterações cardiovasculares, diabetes, disfunções da ATM e consumo excessivo de cafeína, álcool e tabaco são alguns deles.

Em torno de 90% dos casos de zumbido têm como causa principal a perda auditiva que atinge mais a terceira idade, sendo assim o zumbido tende a atingir mais os idosos, mas esse som incômodo pode aparecer em qualquer idade e em pessoas com audição normal ou não.

Em um quadro normal, as vias auditivas captam a vibração dos sons gerados no ambiente e os enviam na forma de impulsos elétricos para o cérebro. O distúrbio se instala quando as vias auditivas passam a enviar impulsos mesmo sem haver uma fonte gerando o som. O grande obstáculo para o tratamento do zumbido é descobrir o que leva a essa emissão indiscriminada de impulsos, já que o zumbido em si não é uma doença, e sim, um sintoma.

Em alguns casos o problema está na diminuição do aporte sanguíneo para o ouvido. Nesses casos a principal causa se dá por uma disfunção na cervical superior e/ou inferior que perturba a artéria vertebral e os centros simpáticos presentes nos gânglios cervicais (gânglio estrelado).

Como a vascularização dos centros auditivos depende da artéria vertebral que a partir de C6 passa por dentro das apófises transversas, é fácil entender que uma disfunção cervical perturbe a vascularização do ouvido interno e que possa ser esta a causa dos zumbidos.

Muitas vezes o principal problema é que estas disfunções cervicais criam irritação dos centros simpáticos presentes nos gânglios cervicais. São estes gânglios cervicais que controlam o tônus da artéria carótida.

Outra das causas de zumbidos são fixações do osso temporal, pois a principal fonte de vascularização intracraniana é a artéria carótida interna que entra no crânio através de um orifício no osso temporal.

Desta forma disfunções do temporal, podem afetar a tensão desta artéria e consequentemente o lúmen da artéria e a velocidade de entrada de sangue. Quando isso acontece irrita-se a região do ouvido e o próprio nervo auditivo que também passa na porção petrosa deste osso.

Tensões da musculatura que se ligam ao osso temporal ou adaptações mecânicas podem provocar lesões de rotação no osso temporal, ou seja, tensões que se propagam à parte interna. As disfunções de rotação interna, tendem a colocar mais tensão na artéria carótida interna e produzir zumbidos.

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